Esse título eu tirei de um momento de desespero em um caderno caótico cheio de anotações desconexas. O caos, neste caso, são palavras ou frases flutuantes que podem iniciar alguma coisa, ou finalizar... não sei. No fundo, tem um bando de "frase de efeito" pra eu usar em alguma conclusão. Não é uma regra, mas as vezes funciona.
Chega de fugir do assunto.
Essa frase é bem legal, não lembra aquela do "o inferno são os outros"? Acabei de ver que essa frase é do Sartre (como escapar do existencialismo... até quando?). O inferno foi substituído pela desordem... que bosta.
Tardia (2015) acaba de causar uma ruptura epistemológica:
Inferno (que ficou legal);
Desordem (que é infinitamente melhor que a ordem);
Bosta (ainda é uma merda está na bosta).
Neste caso, substituiremos o outro pelo eu.
Em ritmo de prova, estou "reflexiva" E com as tripas moles.
Num passado próximo, existiam algumas categorias de escravos, citarei duas: ladinos e boçais.
Ladinos - Negros já aculturados, já aceitavam a dominação e muitos deles tornaram-se verdadeiros colegas de seu Senhor, quando não o próprio Capitão do Mato, aquele que buscava o Negro quando fugia.
Boçais - Escravos Novos, ainda não aceitavam a dominação, muitos deles rebeldes, que se voltava contra o seu Senhor e constantemente matavam-no com venenos, ou faziam corpo mole para o trabalho, esse tipo de escravo valia menos no mercado, assim como um pássaro que não canta, vale lembrar que o fato do pássaro não cantar pode ser um protesto do mesmo, da mesma forma que um trabalho ou projeto com problemas para acontecer ou sem resultados significativos.
Aceite que você vale menos no mercado dos medíocres: você é um boçal. Citarei alguns comentários (maldosos) que alguns pesquisadores "marginais" recebem, nem o ensino médio escapa:
- "O primeiro lugar do ENEM foi de um nordestino cearence???"
- "Esse prêmio de antropologia foi pra uma amazonense da UFAM????"
- "Esse índio passou na OAB????
- "Não acredito que essa preta é médica!"
- "Esse gay da zona leste fala francês e toca violino????"
- "Essa menina de Manaus tem que se colocar no lugar dela! no Museu Nacional não é assim!"
- "Esse gordinho do norte pensa que é o que falando desse jeito? na UNICAMP as pessoas são civilizadas"
Primeiro de tudo: Não dê um cú de confiança (muito menos dinheiro) para bandeirantes, eles seguem a risca o "non ducor, duco" ABRA OS OLHOS. Eles irão querer manipular todo o trabalho e não por sapiência e sim por nepotismo (ter a mamãe amiga do chefinho não vale), machismo, colonialismo, oportunismo disfarçado em ambientalismo e diplomatismo. Essa espécie é popularmente conhecida como "El macho intelectual".
Invasorix é um grupo de trabalho interessado em canções e videoclips como uma forma de protesto "cuir-feminista". É constituído por sete mulheres artistas que vivem e trabalham na Cidade do México: Daria, Mirna, Nina, Maj, Natalia, Liz e Naomi. Desde 2013 se reúnem periodicamente para escrever canções e realizar vídeos baseados em suas experiências e dinâmicas de poder em seu entorno. Caso você queira bater um papinho com elas: invasorix@gmail.com
Os pobres coitados da terra da garoa não estão acostumados com o nativo que deixou de ser objetode pesquisa ou mateiro dos outros. Não é uma tarefa muito fácil, afinal, são anos e anos de rei da cocada preta na prática da dominação, cair do cavalo é um processo dolorido.
Munida dessas informações, ajude-os a compreender - de forma didádica - que os tempos são outros, que o "subalterno pode falar" (Spivak) SIM!
"Desafios da Amazônia contemporânea" com a Dra. Marilene Corrêa -
Veja o vídeo inteiro, dê ênfase a partir de 12:48 "o primeiro dever do amazônida"
Dito isto, neste texto iremos destacar o pesquisador nativo boçal, aquele que fala alto, tira cópia de chave sem pedir, não beija os pés do boto filho da puta, é atrevido, petulante, tira cópia de qualquer livro milionário que quizer e não paga pau pra gringo tonto-manipulável.
Infelizmente, você não pode se expressar como nos parágrafos acima, muitos lhe acusarão de histeria e pouco profissionalismo. Respire fundo, faça meditação em casa acompanhada de comidinhas gostosas que agrade o seu buchinho e pessoas com quem você possa rir bem alto dessa presepada... NO ENTANTO, apontar o dedo e falar "verdades" na cara tá liberado em casos mais extremos.
Desta maneira transforme todo o seu ódio em texto e performance acadêmica. Não parece ser uma tarefa muito simples, mas vou ajudá-los.
Atenção: Dê um beijinho na bochecha do Fanon, pense em todas as mulheres maravilhosas para admirar, agradeça a elxs por tudo e SANGUE NOS OLHOS E FACA NA BOCA GALERA!
Vamos lá :D
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ps: Acabei de saber que tá rolando o "festival do peixe frito" no bairro e vou lá garantir o meu jaraqui, é rapidex.
Nuvens densas, escuras, pesadas, cheia de cores que brincam entre o cinza clarinho e o negro do Rio Negro. Três palavras pairam, como nuvens pré temporal, na cabeça dos manauaras essa semana: bicicleta, homem e ônibus.
A pessoa que inventou um lugar chamado cidade, deve ter sido um louco varrido, um louco tão louco que só sendo louco pra ter inventado um negócio desse. Mais louco foi aquele que aceitou e vibrou com a ideia. Puxa saco de uma figa! Devia ser proibido esse tipo de gente no mundo. Na verdade, à época, quem discordou do nascimento da cidade, foi chamado de louco. Aposto. Devia ter votação pra acabar com essa porcaria.
( ) Sou a favor da cidade, da palmeira imperial, da morte aos periquitos irritantes, da piscina com cloro, do asfalto, da calçada com cerâmica, do condomínio, do ônibus, do mendigo, da sujeira, do rio que é esgoto, da construção da ponte que matou silenciosamente, do concreto, do cimento, do tijolo, da morte por esmagamento, do caminhão cheio de louça que vira em cima da menina, da morte que transforma gente em carne moída;
( x ) Sou contra a cidade. Quero um lugar que não tenha nome, com fruta no quintal, do fumo novinho da folha de tabaco, das caminhadas - longas e pela sombra de árvores pequenas e gigantes - da bicicleta, do rio de guaraná limpinho, da canoa, da morte doce por afogamento, da morte por cair de uma árvore e se quebrar inteiro, de ser comido por piranha, ser engolido por um jacaré ou lutado bravamente com ele, veneno, vingança, de amor, por ser picado por mil cabas, por feitiço do Alto Rio Negro.
Por ter o corpo esmagado embaixo de um pneu, não.
A cidade mata rápido e de forma covarde.
Cidades são moedores de carne, cidades são moedores de gente.
A coisa mais maluca foi eu ter descoberto o Rimbaud no auge da minha preguiça e acumulação de peso. No final das contas o que põe pra fora é esticar as canelas. foda-se rambô.
Todo acadêmico desesperado, se matricula no cursinho de línguas mais
caro da cidade imaginando que o seu cérebro funciona como uma máquina de jogos
de azar. Se você não sentar na cadeira, fazer cópias (sim, igual na
alfabetização), assistir filmes sem legenda, com legenda (EM FRANCÊS), ouvir
música, decorar algumas, se enfiar no coral, ler no mínimo alguma obra do
Flaubert pra se exibir na sala, não esqueça dos miseráveis... Victor Hugo é o
sucesso! Assistir as aulas de conversação na maior cara de pau por achar que
tem um direito adquirido em todas aquelas instalações por pagar aquele ABSURDO
que é aquela mensalidade, juntamente com um material didático que você quase
não usa, fazer os exercícios infernais e infinitos do “caiher”. É o preço do
desespero.
Nem ia falar do processo de aprendizagem da Aliança Francesa Manaus,
porque os professores são gente boa e falam bem a língua. No entanto, se possível, foque nos nativo.
O foco aqui é a decoração.
Desta maneira, há a indicação que uma das iniciativas de qualquer
cursinho de língua estrangeira é transformar o recinto numa mini embaixada no
país que o acolheu, pegando TODOS os elementos que considera importante,
fazendo um mix de toda essa parafernalha que se traduz em vários quadros,
fotografias, monumentos, miniaturas e instrumentos musicais espalhados naquela
casinha branca e vermelha... tudo isso pro aluno se sentir inspirado pelo país
mais “civilizado” do mundo: a França.
a torre, sempre...
A saber: não fui eu quem inventou isso. Norbert Elias (1994), em o "Processo Civilizador 1: Uma história dos costumes" explica "como os homens se tornaram educados, e começaram a tratar-se com boas maneiras"... como se o "outro", a "a barbárie", fosse algo debitado na conta do resto do mundo. É mole? Aí vai uma citação arbitrária:
"Até certo ponto, o conceito de civilização minimiza as diferenças nacionais entre os povos: enfatiza o que é comum a todos os seres humanos ou - na opinião do que o possuem - deveria sê-lo. (ELIAS, p. 25)
Pegue este pacotinho de civilização (degustação de vinhos, queijos, filmes, moda, música, balé, teatro) e leve-o pra casa o quanto antes.
Ai de você se sugerir fazer um intercâmbio no Haiti, Martinica ou Guiana
Francesa... JAMÉ! O objetivo é a cidade luz, ainda que custe o seu rim ou a
dignidade.
Para fazer uma análise das disposições dos objetos de decoração da
aliança francesa, algo me embrulhou o estômago. Vou tentar ser um pouco mais clara:
Caros amigos,
Quando os comedores de sapos vieram à América do Sul, eles saquearam MUITAS
aldeias indígenas e levaram diversos objetos sagrados e fizeram inúmeras pesquisas para montar museus visitadíssimos
instalados naquela bosta de cidade cagada de pombo. Peças
essas que nem existem mais no Brasil pela tamanha espoliação que esses povos
sofreram desde o "contato" até agora.
Diante de todas as quinquilharias amontoadas que eles chamam de decoração (preguiça da descrição), gostaria de entender o que motivou o decorador em colocar o único quadro que faz referencia aos povos indígenas dentro do toilet , ao lado do vaso sanitário.