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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

devils haircut


sempre tive o mesmo cabelo, digo, o mesmo corte, a mesma cara lambida.
depois do campo, aquele cabelão todo me irritou profundamente... embaraço, sujeira, calor. tudo contribuiu... inclusive a sugestão xamânica, deixa ele solto: ok.

no alto da minha rebeldia, decidi: vou cortar!

- oi, tudo bem?:)
- oi querida, você já cortou aqui alguma vez?
- não, primeira vez :)
- você vai adorar o salão. já sabe o corte?
- já. tira um dedo e meio e faz um franjão :)
- só isso? 
- só. :)
- mas tu não quer mais volume?
- é... pode ser, mas deixa com formato de "U" atrás. 

esse meu simples "é... pode ser" com conotações de indecisão sobre o destino daquelas células mortas, vulgo cabelo, foram o suficiente para aqueles olhos famintos por criação entrarem em ação.

(silêncio)

Nesse hiato foi que eu comecei a me preocupar...

porque eu não vi um tutorial do youtube e EU MESMA cortei meu cabelo? seria divertido...

aquele "simples" cabeleireiro cheio de charme e estilo, abriu um leque de tesouras e faquinhas afiadas de todos os tamanhos e formatos com uma habilidade impressionante... "arrupiei". 

percebi que ele cagou pra minha referência careta de formato "U" e franjão. Esses profissionais, assim como a costureira, (vale um post sobre elas), ODEIAM a sugestão do pobre mortal que vos fala. 

O MARAVILHOSO filme coco chanel, já havia me advertido que essas categorias de trabalho, costureira, cabelereiro, cozinheiro... vem ganhando/ganharam uma aurea de artista do ofício que escolheram para si: estilistas, hair stylis, chef´s... verdadeiros artistas!


Ai de você se pede para um cozinheiro, digo, o chef mudar o prato que ele criou, sim, estamos falando de criação, com direitos autorais e tudo. Não é à toa que o festival "comida de buteco" vem fazendo tanto sucesso... a sacada é sensacional... você quer conhecer e cumprimentar o responsável pela "obra", impressionante.


Vamos voltar ao HAIR STYLIST queridinhos.

APRENDA: não se meta, ele sabe o que está fazendo, ou torça pra que ele saiba.

*

o ritual começou:

Inicialmente, ele pediu para que eu sentasse naquelas cadeiras onde o corpo fica semi deitado e o pescoço encaixa numa "pia", pro cabelo ser lavado e hidratado antes do sacrifício, digo, do corte.

aquela massagem maravilhosa e aquele chuveirinho fazendo a água escorrer na sua cabeça, é uma preparação/anúncio das tormentas que virão.medite. ele tentará te enebriar com a sensação de relaxamento que aqueles movimentos proporcionam, você não pensa mais em nada, só naquelas mãos amassando seu cocuruto... incrível... aceite, isso foi o mais próximo de uma pegação que você já teve nos últimos tempos, aproveite.

Natasha T. Batista cansada de guerra foi no céu e voltou.

Passada a fase delícia, ele pediu para que eu sentasse numa outra cadeira. esse "trono" já te deixa com o corpo mais ereto e de frente para um espelho gigante cheio de parafernalha, digo, dos instrumentos necessários para que a cirurgia dos pelos aconteça.

é colocado um babador gigante para que os "filhotes arrancados" da mãe não suje você. pegue suas mãos, junte-as e ore. 

Ele tinha um instrumento curioso, que parecia um pente... mas havia uma faquinha escondida que fazia os mais diferentes cortes naquele cabelo sofrido da vida... a cada "penteada" saia uma porrada de cabelo. desesperei...

mas resolvi (como se houvesse escolha ¬¬) confiar naquelas mãos sérias, compenetradas que demonstravam um domínio absurdo no ofício, na navalha, na tesoura, no pente.

quis falar NÃO CORTA MAIS ESSA PORRA! 
quis sair da cadeira...
quis pedir pra ele pegar leve...
quis dizer "moço, eu não pedi isso..."
mas calei e fiz cara de paisagem.

Tive uma sensação súbita de que eu não podia tirar aquele sujeito do transe...
ele havia traçado um objetivo no meu cabelo, qualquer interrupção poderia ser fatal. 

deixei rolar e pensei: essa bosta vai crescer, relaxa garota!

Ao final, ele resolveu secar... e aí eu comecei a aliviar... 
A cada puxão, digo escovada, o corte aparecia com mais notoriedade, mudando o formato do rosto, inclusive.

Ficou mais curto do que eu esperava, pensei, no alto da minha ignorância e chatice com relação ao trabalho do artista.

Quando terminou, aqueles olhos curiosos me perguntaram com bastante calma:

- você gostou?
- amei querido, muitíssimo obrigada. 

fiquei me querendo loucamente na frente do espelho, fiz minha própria arrumação na juba e dei um abraço apertado e um sorriso bem grandão de agradecida, seremos best! hahaahhahah


Reflexões importantes: nem tudo está sob o seu controle, e essa sensação sempre me desespera... acreditar no outro, o ateísmo que me perdoe, é um ato de fé. somente. você acredita ou não.


se eu vou voltar? 

não sei... imaturidade, sensação de controle, apego à bosta do cabelo... ainda tenho um caminho árduo.

se me aventurar pelas águas do youtube, aviso. 



segunda-feira, 10 de junho de 2013

GATSBY: tietagem e estreia

eu li o livro.... ¬¬  (1925)

Quando você resolve assistir um filme que foi baseado num livro, sempre tem  um pedante que vai dizer "eu li o livro" e depois do filme ele completa "nossa, bem melhor o livro que o filme". dá vontade de dar um soco, mas se controle, seja elegante e sorria para essa espécie.

Aproveite que tem uma versão baratinha da coleção abril cultural na sua casa, e leia pra se exibir também! esse mundo acadêmico qualquer dia desses te mata.

A primeira versão adaptada para o cinema, foi com Alan Ladd e Betty Field em 1949 (wiki):


Uma outra coisa que tem chamado super atenção, são os modelitos de Daisy ao longo dos três filmes imperdíveis... sofra internamente por você ter uma qualificação agendada pro mês que vêm... :~


Todos os chatos do mundo, lembram dessa versão de 1974 com o, suspiros... ROBERT REDFORD e a coadjuvante mia farrow (hehehe)... você vai concordar... esse cara é um pão!


todas piram no charme do gato,

Redford seduzindo geral

Depois de falar desses ícones do cinema, os galãs e divas em preto e branco que atravessam gerações, eu vou abrir um espaço pra falar de Francis Scott Key Fitzgerald, melhor, um comentário maldoso sobre seu livro famoso.

(Sant Paul/EUA - 1896-1940)
É irônico que, na maioria das mídias que li/vi sobre a estréia do "the great gatsby" levaram em consideração o figurino e acessórios de Deisy e demais personagens, que será absurdamente copiado em todas as lojas de departamento (oremos, rs) que você possa imaginar, novos cortes de cabelo e pinturas também entrarão no rol das inspirações... esqueça o chapéu panamá, leo de caprio lançará moda! acredite...

A organização das festas de Gatsby também estarão presentes em casamentos e formaturas, certeza!

Fitzgerald criticava o consumismo, a hipocrisia, o "sonho americano", ao materialismo sem limites e a "ausência" de moral que, segundo o autor, permeava os ricos de NY em 1922... uma decadência anunciada.

Nos filmes, com todo o apelo ao luxo da década de 20, o desejo é fazer parte do grupo dos "vilões".

nesse sentido, acredito que ler o livro ajuda. você imagina as festas e luxo, mas se mantém firme na proposta do autor... é uma crítica feroz, emocionante, e muito mais próxima da nossa realidade do que você imagina.

reflita.

(...)

Junte-se ao clubinho dos pedantes que-esperam-ansiosamente-pela-versão-rei do titanic e seja feliz.


Não esqueça de dizer que leu o livro.









segunda-feira, 3 de junho de 2013

comercial de óculos

De acordo com o museu da revolução, esse são os óculos de Fidel. rs



Segunda sem assanhamento, não é segunda:




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