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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Los dulces clandestinos

- Vocês já sentiram aquele cheirinho de bolo no caminho da pink line?
- Já, é pra disfarçar o preparo da metanfetamina [C10H15N]. Já viu Breaking Bad?  


Jimmy renda-se, ouça alto, essa música é foda.
[Tomzé sendo gênio, em 72 também. rs]

Acordei cedo e esperei o relógio marcar 8:00. Muito bem, na vida real, acordei sabe deus que horas. Comi rápido e saí já meio atrasada, faltavam 8 minutos para o 60 blue island passar. Decidi que não contaria à ninguém que iria ao local do crime, na morada da fumacinha da perdição. 


Segundo informações seguríssimas, o [C10H15N] é muito potente e altamente viciante, causa euforia, aumento do estado de alerta, da auto-estima, do apetite sexual e intensificação de emoções. Exatamente a descrição dos efeitos de um brigadeiro no sangue de seres humanos com o paladar altamente apurado.

Tentei fazer todo o trajeto em menos de oito minutos, mas não foi possível. É muito pano pra colocar no corpinho até sair de casa! Aff!!! 

A arte da bisbilhotagem é algo que merece respeito. Depois de me cobrir com todos as camadas necessárias pra não morrer, segui em direção à portinha branca. Eu tava pronta pro crime: a cada passo que dava, tinha a convicção que naquela casinha eles compartilhavam do mesmo amor delito que o meu, da mesma contravenção, do mesmo ato delinquente,  todas as vezes que passava na frente do alley.  Obstinada e cega de certeza, puxei a porta e entrei esbaforida de emoção em conhecer os tais criminosos, meus semelhantes.

- Hola, hay dulces?
- Sí! ¿qué quieres?
- Todos! :D 

- wait! I don't have cash! : ~

[...]

- No se preocupe, voy a tomar uno de cada uno para usted.

Os doces criminosos são: Marina, Cocada, Dulce de camote, Alfajor, Dulce de tamarindo:





Vou especificar cada uma deles.

O Dulce de Camote é uma espécie de batata rosada que nunca tinha visto. Você as descasca e coloca para ferver na água com açúcar, canela e outras especiarias, vai depender de quem as faz. Ao morder o Camote, percebi que tem uma casquinha caramelizada que contrasta com o a textura macia da batata cozida. A parte interior é adocicada de forma suave, com muitos ingredientes combinadinhos no cozimento, o aroma é incrível. Elas tem tamanhos assimétricos e o conjunto fica disposto como pedras preciosas nas prateleiras. No momento que as observei, as janelas sujas e mal feitas que as conecta com o alley, deixavam entrar uma luz bem bonita sobre elas, foi lindo de ver.

O Alfajor tem como ingredientes principais açúcar, coco e uma pigmentação forte na cabeleira. Um rebelde! Cria uma atmosfera divertida em torno do docinho sabe? Fiquei imaginando em quais ocasiões eram confeccionados... quantas alegrias teriam ocasionado aos olhos atentos para uma bela surpresa desse rapazinho vestido de branco e cabelos rosados, pronto pra brincar. Certamente é o palhacinho da festa.

A Marina... ai, ai, ai... é próxima do doce-de-leite e dissolve na boca assim que você dá uma mordidinha... aprovada com louvor e direito a grito de torcida alucinada! hahahahaha. Além de deliciosa, ela tem carinha de festa também! Por vir toda marcadinha com um desenho espiralado, imaginei que ela tenha sido uma cobrinha antes de ter uma aparência de biscoito. A amêndoa faz a coroação da nossa rainha. Que belezinha! Nem precisava estar tão elegante assim, é uma vontade de beleza que nem sei explicar. <3

A Cocada tem formato de brigadeiro e é bem mais macia das que estou acostumada a comer, essa foi a favorita da Ana. Por sorte e muita agilidade, consegui tirar um pedaço antes que ela devorasse o docinho inteiro. A cocadinha redonda fica durinha por fora, provavelmente é posta pra assar porque a bundinha dela vem meio escurinha e ela tem uma barriga fofinha de quem cresceu com o calor, e um leve dourado na parte de cima. O miolo é macio e foi uma delícia tentar adivinhar o que tinha ali pra deixa-la do jeito que é.

O Dulce de tamarindo merece um tratado só pra ele! Ele é um camaleão na boca! Vem com uma carinha inocente, embrulhadinho no papel celofane e disposto numa colher, como se fosse uma lembrancinha de aniversário de criança. No entanto, suspeitei que tinha acidez e açúcar envolvido desde o princípio. Sua apresentação pessoal me lembrou muito o doce de cupuaçu. Peguei uma faca e tentei arrancar um pedaço pra provar. Eis o relato: Doce, ácido, tamarindo, azedo, ácido, azedo, lágrima nos olhos, vou morrer, adocicou, ardeu, ARDEU, adocicou de novo. fim! Que montanha russa! hahaahahah

Um pregador de peças, esse é o Dulce de Tamarindo. Certeza que minha mãe vai amar!

Segue o elenco quiebra-ley:

Dulce de Camote

Alfajor

Marina

Cocada

Dulce de tamarindo

O café da minha avó Ana, era um dos mais doces do mundo, se alguém a questionasse, ela dizia alto e em bom tom: "de amargo já basta a vida". Eu nunca gostei de café, mas nunca esqueci essas palavras dela. De alguma maneira, ela dizia que o doce é um agradinho na alma, vai bem mais fundo que uma simples prazer nas papilas gustativas.

Em que planeta vivemos, no qual um punhado de cretinos faz com que essas pessoas amáveis, gentis, generosas, com um conhecimento sofisticadíssimo sobre doces, numa relação primorosa com os ingredientes, sejam tratados literalmente como criminosos? Faz parte do plano de manter essa farsa de fronteira e nação?

Não há teoria economicista neo caralho a quatro que fundamente isso! É tão revoltante, baixo, inescrupuloso, inaceitável, injustificável, odioso, asqueroso.

Um aviso aos white collar: água, coco, tamarindo, açúcar, manteiga, galinha, canela, ovos, vaca, leite, batata, macaxeira, babaçu, castanha, açaí, bacaba, buriti, tambaqui, matrinxã, cará roxo, tucupi, camarão, costelinha... isso não vem em saco de cimento, não dá em prédio de concreto, nem em gasoduto, nem hidrelétrica! seus pulhas!

Mastiguem pedra, comam carvão, barro!

É isso que está reservado à vocês seus merdas!


Protesto na State Street, Chicago, 12 de novembro de 2016.


Motivo do protesto: "A construção deste oleoduto de 1.600 km e que atravessa quatro estados está a cargo de uma companhia texana e pretende transportar o petróleo até Illinois, destruindo os mananciais de água de muitas reservas de nativos americanos, além de destruir zonas consideradas sagradas há gerações".

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Supostamente um beijinho no Alley

Quase todos os dias eu passo por essa rua quando volto pra casa.

A primeira vez que passei, à noite, senti cheiro de leite recém fervido... imaginei alguém tomando uma canequinha antes de dormir... olhei de onde vinha... não achei uma janela, só um corredor esquisito onde costumam colocar o lixo e os postes/fios de luz... fica tudo escondido numa espécie de beco que tem nome de "alley". Era de lá que saía o vaporzinho do desejo e algumas especiarias, certeza. Quis fazer o mesmo, mas lembrei do meu nariz escorrendo e pensei que o chá da mangarataia teria um efeito melhor na manhã seguinte. Assim o fiz.

Na semana que passou, senti outros ingredientes vindo da direção do tal do alley, fiquei tentando imaginar o que era, parecia baunilha, açúcar, manteiga... ovo? talvez ovo... na certa era recheio de alguma coisa, talvez de bolo, ou daquelas bombas de padaria sempre muito mal feitas... Procurei janela, porta... seria uma padaria? não é possível! sem placa? Será que é escondida? Talvez não tenha licença pra funcionar... vai saber... passei e fiquei pirando no cheiro de novo... era quase sólido... de tão bom. Me senti compartilhando um segredo... fui dormir com a certeza que havia descoberto algo.

Hoje, quando saí da pink line, fiquei esperando a minha surpresinha diária... aquele docinho vaporizado estaria lá e hoje não daria trégua: you're mine! pensei. Chutei que poderia ser uma casa que vende bolos. Não era possível que aquela nuvenzinha de amor teria um horário tão sincronizado com o meu.

Era beijinho, tinha todos os elementos pra ser... dei três passos pra frente e voltei... tinha uma porta semi aberta pela primeira vez, a de madeira não estava lá, apesar de uma outra de tela. Meti a cara. Parecia uma espécie de depósito, armazém, não era uma casa-casa sabe? tinha umas prateleiras com várias coisas que eu não conseguia enxergar com a pouca luz... Aproveitei a pouca coragem que ainda restava e falei:

- Hola! Buenas noches! 

Apareceu um senhorzinho, de camisa azul e boné branco, parecia estar trabalhando até aquela hora... Antes dele me cumprimentar ou me botar pra fora pelo abuso, eu completei com o meu portunhol venezuelano: es una panadería?

Ele sorriu generosamente com os poucos dentes que tinha, balançou a cabeça dizendo que não:

- As ocho, mañana

Nem acreditei no suspense, ri por dentro.
It's a date! pensei.
Genial!  
E agora? esperar até amanhã pra saber o que era.
No entanto, o desespero curiosístico tomou conta de mim.
Antes de me despedir, dei um tiro a queima roupa: o que abre a las ocho?

- Hacemos dulces.
- Gracias señor!

Mas afinal, o que abre a las ocho? Eu sei lá o que abre a las ocho! A minha pergunta foi sutilmente ignorada por quem não se permitiu ser vítima da minha classificação arbitrária. Bem feito pra mim! 

Só sei que uma lágrima caiu nesse instante. Amanhã saberemos quem são essas belezinhas  <3



Foto: A parte iluminada, ou melhor, de onde sai a luz que atravessa a calçada até a rua, é o alley. O meu objeto de curiosidade e desejo está indicado discretamente com essa plaquinha azul, ao fundo. Vocês não conseguem ver, mas é uma placa de telefone. Acabei de perceber que dá pra ver a porta aberta! haha :D ai que delícia!!! las ocho mañana :3 vou chorar! hahahahahh



thiago pethit - nightwalker






segunda-feira, 13 de junho de 2016

Poliamor e tubérculos

Acabei de assistir um episódio de uma série do Netflix: Chef's Table.



Ao que tudo indica, é uma série que destaca pessoas apaixonadas [donas de restaurantes famosos rs] por elaborar comididinhas maravilhosas. Hoje assisti o primeiro [e acho que último, não quero viciar em televisão nesse momento da minha vida] que é protagonizado por Alex Atala.

Depois dele ter sido citado pela Manu Carneiro da Cunha no artigo "Questões suscitadas pelo conhecimento tradicional", faço votos que ela esteja comendo no DOM com desconto:

"O tema do conhecimento tradicional está hoje por toda a parte – no Banco Mundial, na Organização Mundial da Saúde, na FAO, na OMPI, na Unesco, e também em outros círculos menos oficiais: o chef de cozinha Alex Atala (aliás, em grande parte responsável pelo sucesso internacional do jambu) me disse que a contribuição culinária mais importante da Amazônia foi o tucupi". (p. 441, 2012)

Hoje não falaremos de Tucupi. Nem de jambu. No entanto, explico que o chef foi citado, por ser muito poser, inspirador neste início de madrugada e obviamente, por destacar as duas florestas mais lindas e florestudas do mundo:

- A vida são vários "ciclos". Corresponde a vida de uma planta. A parte que estamos vivos é a flor :)
- Eu descobri o que fazer com a raiva que eu sentia.
- Toda comida implica a morte, muita gente esquece disso.

Apesar de todas as coisas maravilhosas que assisti, falaremos de duas raizinhas que não foram citadas no documentário, mas que foram lembradas por Natasha com muito carinho.

Hoje falaremos sobre o cará roxo e a mandioquinha.

Na minha vida que não existe, teria uma plantação de mandioquinha no quintal. Eu não consigo nem imaginar em excluir o meu amor pelo cará roxo. A textura desse legume/fruta/pão, acompanhado daquele sabor que vai derretendo na boca, não pode ser sobreposto à mandioquinha. Agora fico me perguntando o porque de inserir esse versus perverso entre os dois.

Só de falar assim da mandioquinha, meu coração aperta.

Sempre comi a mandioquinha misturada na salada, sem perceber direito o sabor que ela tem. Até que experimentei uma sopa todinha só dela. PELOAMORDEDEUS. O coitadinho do cará roxo entra em desvantagem, porque a sopa feita do bichinho, fica esquisita: levanta a mão quem já tentou! hahahahahha EU! fica gosmento e a textura some. : ~


A mandioquinha, como um tubérculo único que explode em milhares de sabores na sua boca, apareceu pra mim em forma sopa. Aliás, sopa é um dos meus pratos favoritos da vida. Essa raizinha é tao maravilhosa, que ela sozinha é prato principal, é tanto sabor junto que nem sei explicar, parece uma sobremesa, uma torta salgada, um creme cheio de especiarias... mas não, é só ela, como veio ao mundo. :3

E foi nesse contexto de deslumbre e os preços altíssimos que esse produto importado tem ao aterrissar em Manaus, é que decidi o seguinte:

Se alguém pedir para você plantar batatas, substitua mentalmente por mandioquinha  <3 Por ser um ditado que ninguém mais usa, experimente plantar em casa mesmo pra se exibir pros seus amiguinhos.

*

Acabei de fazer uma busca breve sobre ela, descobri que a belezinha veio dos Andes, que fofinha né? Uma pena que ela só sobrevive no frio.

desenho estilo "viajante". rs


Clima

A mandioquinha necessita de clima ameno, com temperaturas entre 15°C e 18°C para se desenvolver bem, mas pode tolerar temperaturas um pouco mais altas ou um pouco mais baixas. Embora seja possível cultivá-la em baixa altitude, a mandioquinha cresce melhor entre 1700 m e 2500 m de altitude.
Aqui vai um beijinho pra minha irmã, que tem feito essa sopinha maravilhosa com frequência nesses maravilhosos 28 graus em Manaus.



Achei no youtube
Chefs Table, Season 2, Episode 2, Alex Atala




quinta-feira, 26 de maio de 2016

guerrilha do crochê

A equipe :3


pegando esse gancho, olha a guerrilha do crochê! 

Pra curtir :D: https://www.facebook.com/Guerrilha-do-croch%C3%AA-Brasil-235262819966246/?fref=ts

SENSACIONAL! HAHAHAHAAHAHAH

mesmo você não sabendo tricotar um fiapo de nada, vire militante desse movimento! é muita fofura!!!! hahahahaah delicado! simples! transgressor! demais! genial! :D

A sol é uma linda!

terça-feira, 27 de maio de 2014

mini plantação de ódio

Aí vem o Dilermano e acaba com a minha mini plantação, vida difícil...

Dilermano Reis, olhos negros.


X: ainda não entendi sobre o que é essa música, tu ouviu? ouve!
Y: eu ouvi duas vezes, mas estava conversando contigo, não vale.
X: não consigo... ontem eu ouvi umas trinta vezes, sem sacanagem, fui dormir com ela na cabeça e nada...
Y: Calma, vai ver ela tem um sentimento que tu ainda não experimentou...
X: Pode ser... mas sei lá, tem alguma coisa de proibido aí! certamente é sobre conquista, olhos negros e tals... mas tem algum impedimento, classe ou etnia! ele pobre, a mulher rica ou ele negro e a mulher branca! ele começa dramático, tipo um título "esta música trata-se de um drama", mas depois fica mansinho, meio rodeando... ahhhh pode ser uma mulher casada também! É isso! mulher casada!!!!! Se declarando, meio constrangido, triste e pedindo desculpas! mas ele não desiste, segue firme no xaveco choroso, vê só: 1:46 ele se altera, dá um pití pra ela ceder, percebeu que não colou, daí ele volta a se declarar e tentar convencê-la! Em 2:18 é SENSACIONAL, acho que tá sugerindo segredo!!!! ehhhhhhhhhhhh segredo!!!!!!! Achava que ele tava tentando fazer uma gracinha ou piadinha... não! é segredo!!! Mas acho que ela continua durona e ele apela com o lamento escancarado lindão! No final é: "não rolou mas foda-se, valeu pela musiquinha" :D
Y: Hum... preciso ouvir novamente... vou dormir, beijos!


O problema de ter roupantes sobre a arte da especulação é que empolgação é um sentimento solitário, aceite.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Lepo Lepo e o capitalismo selvagem


Estava em reunião com as senhoritas mais malvadas do velho oeste, quando uma delas soltou:

- Hoje estava na parada de ônibus, ali perto da fiocruz, 
e passei 45 minutos ouvindo várias versões de Lepo Lepo.

Todas, num primeiro momento, se entreolharam e fingiram não conhecer do que se tratava, pois obviamente, dizia respeito a uma música  ruído de péssimo gosto/baixo calão, que intelectual nenhum ousaria ouvir. Passa-se muito tempo lendo Nietzsche e Foucault, por exemplo...

"se ouço essas porcarias é culpa do vizinho, ô povinho sem cultura"

... ser um intelectual está cada vez mais difícil...

*

Ela, bravamente, não se intimidou: levantou da mesa, ficou de pé, cantou e fez passinho:

"Ah, eu já não sei o que fazer
Duro pé-rapado, com salário atrasado
(ahh, eu não tenho mais por onde correr)
Já fui despejado, o banco levou o meu carro"

Esse foi o primeiro refrão, mas a reflexão maior segue nos próximos:

"agora vou conversar com ela
será que ela vai me querer?
Agora vou saber a verdade
Se é dinheiro ou amor"
(ou cumplicidade)

Caro leitor, você consegue imaginar a aflição que entorpece essa alma?

Aparentemente, trata-se de uma relação heterosexual, me utilizando das categorias limitadas para classificar as relações sexuais que acontecem entre quatro paredes, ou seja, entre um homem e uma mulher. Essas referências ficam mais claras, devido a coreografia que segue a música, no entanto, achei tudo isso que escrevi uma besteira e esses comentários alargam-se para qualquer tipo de relacionamento. ponto. 

Mas seguirei no exemplo hetero porque já estou com o texto pronto na minha cabeça :P

*

Deixe sua militância um pouco de lado, admita bem rápido: homem também sofre.

E digo mais, o indivíduo que protagoniza a interessante canção, desafia a parceira(o) enfrentando todo o sistema econômico que o aprisiona como um detentor de capital e bens de consumo:

"eu não tenho carro
não tenho teto
e se ficar comigo é porque gosta
do meu 
rá rá rá rá rá rá rá
lepo lepo
é tão gostoso quando eu
rá rá rá rá rá rá rá
O lepo lepo"

Chegamos a uma breve consideração final que só temos duas saídas para o nosso querido fulano na tentativa de conquistar o coração da amada(o):

1 Dinheiro;
2 Lepo lepo.

é, não tá fácil pra ninguém...

Aproveite e deixe o corpinho em movimento com essa deliciosa coreografia (valorize os clipes nacionais).



fit dance, psirico do povão, lepo lepo.


(oficial) psirico, lepo lepo.


Sua bolsa do CNPq só dura esse mês e ter técnicas corporais no mercado da sensualidade não custa nada e vale muito... é muito capital simbólico minha gente!

terça-feira, 25 de março de 2014

domingo, 16 de março de 2014

Tatuagem, o filme.


Passado o reboliço para trazer filmes de arte/alternativos/fora do circuito na cidade de Manaus, chegou a hora de ocupar os territórios conquistados... certo? certo. deixe a moleza de lado, descole alguns reais do bolso que estão acabando junto com a sua bolsa do CNPq... aceite o convite super fofo da sua orientadora e desbrave o manauara (num domingo)... aquele prédio hostil que está por desabar.

Ficamos na dúvida entre Ninfomaníaca II e Tatuagem. como não vi o primeiro, animei pro tatuagem... mas antes de sair de casa, dei uma olhada no trailer e bateu uma preguiça... pensei: tipo de filme que dá pra ver tranquilo no canal brasil. mas beleza, vamos lá, a causa é nobre.




Me enganei.

O filme pernambucano é leve, divertido, criativo, inteligente, romântico, lindo! a trilha sonora arrepia! 

johnny hooker, volta

No meio de Tatuagem, filme de Hilton Lacerda, há um diálogo entre Clécio e Paulete que te faz pensar de como a palavra cuidadosa/doce pode resolver qualquer conflito no universo inteiro, impressionante, de extrema sensibilidade... curti demais. os atores foram nota mil! :D

Vale o preço absurdo das salas de cinema desse país.

sim! eu sou canguinha, mão de vaca, ranzinza e sempre acho caro.

Acho que o premiado "dzi cocrettes" completa o cenário, se puder, assista os dois e fique exibido nas rodas intelectuais:





quinta-feira, 13 de março de 2014

casa das rosas e Drummond

casa das rosas, 2014

É impressionante como esse mundo é cheio de encantos... maldito iluminismo!

Essa atitude de desvelar o coração fazia parte de um esforço burguês de "voltar a fazer do mundo um lugar encantado". O alvo era a razão iluminista, acusada de - com seu cientificismo frio e sua rebeldia contra a fé - ter banido do mundo a ideia de mistério e de maravilha. Era necessário, portanto, libertar a imaginação, recuperar a vida interior do homem e desfazer a secularização do mundo, que haveria de ser reencantado. A imaginação liberta marcaria o triunfo dos românticos sobre a Idade da Razão. GAY, Peter. O coração desvelado... in: HENRIQUE, Marcio Couto. Um toque de voyeurismo: o diário íntimo de Couto de Magalhães. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2009.

OBS: ABNT teve um ataque cardíaco com essa referência.

Continuando, no meio da concrete jungle avistei um jardim, por sorte, tinham flores lindas... entrei. A casa destoava de toda a multidão de prédios que a faziam companhia... era uma arquitetura nada convencional se comparado aquelas torres de gelo que espelham frieza e antipatia.



A casa das rosas é um suspiro em milhares de "avenidas paulistas" em todo país. Não estou nem falando das atividades que ela proporciona, acho até que deixa a desejar, mas o que ela significa naquele emboléu de coisas... já vale. Não consigo entender essa lógica em destruir todos os prédios históricos do país! juro que não é conservadorismo... rs.

Entrei, subi as poucas escadas, e avistei uma sala com mesas, cadeiras, alguns cacarecos e livros espalhados... decidi beber água e dar um tempo. no meio do marasmo e passada a canseira, tirei um livro da prateleira. Era ele, o Drummond. E na primeira página virada... pensei: estou aqui por essa frase. 


Drummond sendo fofo <3

Tenho que fazer um comentário sobre essa foto: as pessoas da benedito calixto não sabem vender armações de óculos antigas... definitivamente. custava dizer que essa era a armação do Drummond?!

*

Então, voltando à frase que pode salvar uma vida, ou várias, é a seguinte:

"a poesia organiza o sofrimento..."

Calma, em contraponto a desordem, não descarto a eficácia do caos em certos momentos da vida, mas ouvir essa frase do meu amigo Carlinhos naquela casinha adorável, é muita demonstração de carinho (...), cuidado e apreço com o leitor que por sorte tropeçou ali, naquele lugar.

sempre haverá os irreverentes (ufa!) que farão as adaptações:

"a cerveja organiza o sofrimento..."

Apesar de ter muito apreço e respeito ao Drummond, não descarte as outras possibilidades.
Faça o seu corte e cole favorito e entre na brincadeira, o que vale é o carinho, as palavras. 

funciona.

Drummond, você é lindo. 


concrete jungle, bob marley





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Muito além do peso, Estela Renner.


L'enfant gras, Modigliani, 1915

documentário velhinho (rs), mas iniciei a noite lendo uma revista e topei com um artigo do Ricardo Manini falando sobre ele. não deu pra resistir! dá pra pensar tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa (!)... economia, política, povos indígenas, saúde, doença, meio ambiente, agricultura familiar, feiras, manaus moderna, demarcação, terras indígenas, guerras mundiais, naturebice, comidinhas... ai! bom filminho :)

Em homenagem a dor no peito que eu senti quando vi minha afilhada tomando danoninho pela primeira vez: 

Documentário: muito além do peso, 2012.

Jack e Meg

não vou falar do white stripes, nem do show que eles fizeram em manaus no teatro amazonas em 2005.

Meg e Jack
vou falar de um casal de biólogos que os adotou.

explico.

Jack e Meg são um casal de ferret's adotados por este simpático casal, genial!

Daniel atualmente é perito, Waleska defendeu sua tese recentemente sobre mamíferos aquáticos, os botos: "O boto vermelho nos rios madeira, mamoré e guaporé: distribuição, evolução e estrutura populacional".

Mas em algum momento das suas vidas, se depararam com essas criaturinhas em laboratório:



Os ferret's são, de alguma forma, um tipo de ratinho, ahhh eles parecem muito! e foram criados como filhos por este casal. vejo com muita ternura a dedicação, os vídeos compartilhados, as fotos, a humanidade que eles atribuem a estes ratos de laboratório resgatados. que simbólico!

Jack morreu por esses dias e fico impressionada com a quantidade de carinho e pesar que seus "pais" demonstraram...


"Dook" é uma palavra que não tem tradução para o português, mas é uma vocalização bem discreta dos furões, quase uma risadinha que eles raramente fazem quando estão muito agitados, brincando alegremente. Os "ferret lovers" costumam dizer então "Dook In Peace" ao invés de "Rest In Peace" quando seus furecos partem. D.I.P. Jack! (dani dutra)

*
Só pra dizer que Wal e Dani são lindos :)

Manaus, 2005


0:55 - rodrigo aparece no fuzuê de  gente, ainda não nos conhecíamos!

Fui idiota/cagona, fiquei no camarote, perdi 80% da emoção do show.

A secretaria de cultura (SEC) nunca mais abriu as portas para um show deste porte, a banda e os fãs foram acusados de deteriorar o patrimônio público. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

qualificação e prezi

Quando ela estava no colégio, tia Patrícia fazia suas tarefas de casa naquela mesa grande da vovó Ana e do vovô Arlindo que ficava na cozinha. Nessa mesa grande, vovó fazia comidinhas rápidas para ela e os filhos, mas as netas sempre davam um jeito de filar essa iguaria:  feijão de praia cozido na água e sal, verdurinha (cheiro verde, cebola, tomate) picada, farinha seca (branca) e um pouco de óleo pra dar a liga. 

Misturava tudo e fazia pequenas porções com as mãos, cuidadosamente amassados...  aos poucos eles eram enfileirados no prato e viravam pequenos bolinhos carinhosamente chamados de “boloto”, cada um pegava o seu.


Depois do “boloto”, tia Paty limpava o fogão e fazia suas tarefas escolares na mesona. Esse oficio de “limpar o fogão antes de dormir”, seguia uma regra rigorosa: depois que a mais velha conseguisse um emprego no distrito industrial ou casasse, a seguinte seguia no ofício... sempre antes de dormir e/ou namorar.

Ai de quem fosse namorar antes de limpar o fogão. Vovó Ana ia buscar na sala e soltava o verbo: VÁ JÁ LIMPAR O FOGÃO! Ninguém queria passar por tal constrangimento.

A da vez era a Paty, Simone havia acabado de conseguir um trabalho na Philips.

As mais velhas, Rosa e Maria, eram lembradas com saudades em tempos de faxina. Mesmo casadas, enceravam o chão da casa da vovó nos finais de semana ao som de Roberto Carlos e “daquela mulher cega”: a Kátia.

Sou rebelde, não era a Kátia.

Por ser vizinha da minha avó, eu vivia lá. Colava na Patrícia, uma pentelha-chiclete mesmo.

Depois de limpar o fogão, Paty tinha um caderno de educação artística, onde ela fazia réplicas do teatro amazonas e onças. Eu amava vê-la pintando e desenhando. Ela tinha uma infinidade de lápis de cores... mas o seu zelo,  brabeza e perfeccionismo era tão grande e característico desta personalidade, que ninguém ousava triscar, obviamente. ou não na frente dela! hahahahaahaha

Segundo ela, os contornos de qualquer desenho com uma canetinha preta era o segredo para a beleza de qualquer pintura, eu seguia à risca. Aquele talento era sobrenatural pra mim.

A minha lembrança mais forte, foi a de um trabalho de biologia que ela desenhou cuidadosamente uma infinidade de vermes, protozoários, bactérias... foram diiias de tênias, amebas, platelmintos que flutuavam na minha cabeça... era tudo lindo demais.





Paty cresceu, eu também.

E momentos antes da minha qualificação, ela me apresentou o Prezi.



"Tu vais arrasar na tua qualificação! é bem simples de usar e as apresentações ficam lindas"

A vontade de aparecer é uma coisa incrível né? hahahahahah

Mas antes, vou falar de uma situação recorrente nessa minha vida pré-qualificação: a petrificação do corpo e da alma.

de acordo com o site/blog/delícia do pós-graduando, eu estava com a crise do powerpanicopoint.

"Priscila, repelida pelo PowerPoint
Priscila era uma menina de cachinhos dourados que fazia mestrado em algum departamento de Exatas no RJ. Tudo ia bem, até que duas semanas antes da sua defesa, Priscila se viu incapaz de abrir o programaPowerPoint. Toda vez que ela abria o programa um medo incontrolável tomava conta dela, e Priscila tinha que ser levada para o Hospital Universitário. Foi diagnosticada com: Crise do PowerPanicoPoint e como tratamento fez toda a sua apresentação de defesa no Prezi." 
(Daniel Agrimani)

Paty precisou sentar ao meu lado e segurar na minha mão para que eu abrisse o programa, eu estava absolutamente tensa e incapaz de fazer qualquer coisa. só tratamento na minha vida.

Depois de passar por esse momento frescurite aguda,  fiquei HORAS mexendo na apresentação, fotos, modelos e isso entrou pela madrugada, até eu topar com a história de Miguilim... Sim, você não tem o que fazer e as duas da manhã, véspera da sua qualificação, você baixa um pdf de "campo geral"... pra passar o tempo.

vai dormir garota!

*

No dia da qualificação, cheia de olheiras e tensão, a figura incrível do Rafa (membro da banca), depois deu instalar o projetor e rezar para abrir todos os arquivos, fala o seguinte:

"Prefiro ouvir você falar, olhando pra você".

gelei.

Tudo bem que eu me posicionei de maneira errada sabe? fiquei na posição contrária ao projetor :/ nem tive o tino de levantar e falar ao lado da imagem... colei na cadeira e lá mesmo fiquei. mas ok, tava nervosa e com as tripas moles. (sacaram né?) demorei uns 30 segundos pra perceber que toda a minha frescura/sofrimento pré-qualificação foi pras cucuias, bastava eu contar uma historinha e pronto. ah, só eu vi o prezi. hahahahahahahah

No fim das contas, qualificação não é um bicho de sete cabeças, você leva umas surrinhas, mas faz parte do "ritual do ralho".

Você e seus colegas de PPGAS, que passaram pelo ritual do ralho.
(Aleksandra Waliszewska) 

gostei :)

Tia Paty é linda e eu vou guardar pra sempre a dica do prezi, apesar do frio na barriga de você não saber se ele vai abrir ou não, as apresentações ficam arquivadas numa conta (do próprio prezi) e as informações são apresentadas de uma forma mais dinâmica sabe?  com vídeo, fotos, animações... impressiona gente besta que nem eu! hahahahaahah 

Fique craque na parada, vai que você precisa "vender" uma ideia/projeto legal, 
nunca se sabe.








domingo, 1 de dezembro de 2013

a morte da galinha

"cena de candomblé", Wilson Tibério.

assista, não é música.

Muitos corações sensíveis postaram esse vídeo no facebook, inclusive a figura ilustre que eu sigo sem pudores: Eduardo Viveiros de Castro. 

a saber, não acho que teoria e camisa de força caminhem juntas.

O que ninguém se questiona, são sobre outras formas de se alimentar que estão embaixo do nosso nariz: mas sabiamente, vivem sob o manto que os protege até hoje, o segredo.

pegando o clichezão de líder de torcida de FSM, "outros mundos possíveis"... ai que bonitinho! hahahahahah e revirando loucamente meu caderninho verde limão que me acompanhou  durante essa temporada transformadora no sul da Bahia, achei um texto "pronto", mas muito fora de contexto pra caber na dissertação.

que caia no mudaréu da rede. vai que serve?

*

"uma última ave no céu", Jaider Esbell, Macuxi, 2013.


"continuação do campo, esse vai pro blog"

Desde "pintinhas", são cuidadas soltas, como crianças brincando naquela grama verdinha e de comida farta. ciscam por todos os cantos, inclusive perto da casa dos seus Orixás favoritos.

Momentos antes do ritual principal, são escolhidas... uma a uma.

Há de ter cuidado ao pegá-las, as asas se debatem com frequência e você não quer machucá-las.

Passado o momento de euforia, até ela acostumar com o seu corpo, antes de entrar no terreiro seu bico e pés são purificados com água cheirosa e delicadamente limpos/enxutos com um tecido branco. Continue a segurá-la, você vai perceber que sua respiração, coração, vão se acalmar até ela finalmente acostumar com o seu colo. curiosamente, você vai acariciar aquelas penas tão bonitas e sentir um sentimento intenso de ser a última a segurá-la neste mundo.

É iniciada a música, a dança... os escolhidos e já iniciados as levam para o local que as espera com muitas flores, enfeites, doces e a tigela de cerâmica. Lançada a sorte, todos aguardam ansiosamente a confirmação espiritual.

Passado alguns minutos, há a confirmação, todos aplaudem. Iniciam os batuques, as danças... e como num balé ensaiado, os Erês incorporam aos poucos, o corpo se transforma, a expressão é outra... quanta alegria! 

Neste momento, num só golpe, a escolhida é oferecida em sacrifício. 
Todo o seu sangue é cuidadosamente retirado.

As mulheres são convidadas a tirar as penas que as enfeitaram durante toda a sua vida. Seu adorno natural é ressignificado naquela cerâmica e as que "sobraram", é dada de presente à todos que ali se encontram. Quanta beleza!

Seu sangue será oferecido aos Orixás, por todas as dádivas diárias e pelas esperadas.

Após a cerimônia, um coletivo é acionado para preparar seu corpo nú, transformando-o em alimento de todos através do gengibre, das castanhas, especiarias, temperos, ervas e o fogo.

E assim foi passada a manhã, homens, mulheres e crianças envolvidas no preparo do caruru, do arroz, dos sucos... numa impressionante sincronia. 

Depois de poucas horas, desde o ritual inicial, todos devem purificar os corpos na cachoeira de Oxum, leve a vasilha com as ervas cheirosas, e as roupas que irão cobrir você neste momento especial. 

Após todo o preparo, o alimento sagrado é oferecido com entusiasmo, cantos, batuques, sorrisos, amor, carinho e cuidado. 

As galinhas? 
elas alimentam o corpo, alimentam a alma. 


Itabuna, 23 de setembro de 2013.


vale fazer dancinhas, hoje é domingo!







domingo, 10 de novembro de 2013

bananas, domingo e doçura

Fazia tempo que eu queria essa  receita no blog, mas precisou de um dia, um punhado de gente querida, algumas bananas, muitas fofocas, grãos e canela pra que ela saísse.

Saiu! oba!


RECEITA

Para este delicioso bolo de banana, antes, você irá precisar de uma: 

"bananeira plantada pelo João e Guilherme. Essa muda dessa maravilhosa bananeira foi um amigo que nos deu. repare que uma delas está quebrada. Ela quebrou pelo peso desse último cacho". (mineira mais linda do mundo, 2013)

Foto: mineira mais linda do mundo, 2013.


Se você não tem uma bananeira plantada pelo João e Guilherme, 
vá na feira e compre uma palma.

casa da MMLM, 2013.

Ingredientes:

4 bananas (isso varia dependendo do tamanho e sabor da mesma)
1 xícara (chá) de açúcar mascavo*
1/2 xícara (chá)  de óleo de girassol ou canola
1 ovo
1 e 1/2 xícara (chá) de aveia em flocos grandes
1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de canela
2 colheres (sopa rasa) de fermento químico em pó

Pode-se acrescentar delícias à gosto: linhaça dourada e escura, castanha, passas, gergelim...

*

Sempre tenha em mente, a necessidade de ter um cocô macio e saudável, você pode encontrar os grãos no armazém português e adjacências. Esse bolo, além de lindo, gostoso e cheirosão, ainda faz bem pras suas tripinhas, vulgo, intestino. :)






Modo de preparo

Bata no liquidificador as bananas, açúcar, óleo e ovo até formar um líquido grosso e homogêneo.

À parte em um recipiente grande coloque a aveia, farinha, fermento, canela e as delícias de sua preferência*. Misture esses ingredientes secos e depois acrescente o líquido nessa mistura. Mexa até obter uma massa encorpada.

* Essas "delícias" são todos os grãos naturebas que você tiver em casa, isso que vai fazer a diferença... bom demais!

mix

Unte uma forma retangular com margarina e farinha. Se quiser, coloque bananas em fatias no tabuleiro. Jogue a massa por cima. Coloque no forno pré aquecido e deixe assar por 30 a 40 minutos.

Peça sempre pra alguém legal untar a forma, ô parte chata.


Olha! tinha esquecido dessas bananas enfileiradas aí!


nível de facilidade: alto

Se tem uma coisa que você deve dar valor numa casa, 
é o cheirinho de bolo que ela tem... (suspiros)
O de canela e banana então, é uma coisa de doido!

Depois de poucos minutos, muita fofoca e terapia pré-qualificação, ele fica pronto...

ai, ai.


Agora vamos pra cobertura:


fácil hein?

Uma sugestão de cobertura é rodelas de banana em calda. Derreta mais ou menos cinco colheres cheias de açúcar* e jogue umas 8 bananas picadas em rodelas, deixe cozinhar nesse caldo por aproximadamente 5 minutos ou até o açúcar caramelizado desaparecer por completo no líquido da calda.

colher de pau psy


*prefiro usar demerara ou mascavo, mas dá para fazer com cristal. Se usar este último, apenas lembre-se que ele adoça mais.

vamos parar de usar açúcar?


a calda sensualizando no bolo gostosão


lindão :3


olha como ficou!


très chic 

Dica final: 

"Não se esqueça de usar criatividade e amor nessa receita também!!!"

:)

cozinhar é carinho, compartilhar receitas e fazer bolinho pra gente querida é muito amor. 
um beijo bem grandão pra esse pedacinho de minas em manaus que deixou eu fotografar, sob muita reclamação e chatice ¬¬, e comer até encher meu buchinho e levar pra casa! hahahahahaha

prometo devolver a vasilha com farofa.

:*






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