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terça-feira, 30 de agosto de 2016

They shoot horses, don't they? [Mas não se mata cavalo?]


"Ao passar pelas portas dos fundos vislumbrei o oceano cintilante de sol. Por um momento fiquei de tal modo atônito, que não pude mover. Não sabia se estava mais surpreendido por ver o sol pela primeira vez em quase três semanas ou se por ter descoberto a porta. Caminhei até ela, esperando que o sol não desaparecesse antes de eu atingi-la"... (McCoy, Horace. p. 55. Publicado em 1935)

"They shoot horses, don't they?" Dirigido por Sidney Pollack em1965 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

As vinhas da ira, The grapes of wrath


"E à noite acontecia uma coisa estranha: as vinte famílias tornavam-se uma só família, os filhos de uma eram filhos das outras, de todas. A perda de um lar tornava-se uma perda coletiva, e o sonho dourado do oeste um sonho coletivo. E podia acontecer que uma criança enferma enchia de pena os corações de vinte famílias, de cem pessoas; que um parto numa tenda mantinha cem pessoas em silêncio e em expectativa durante uma noite e que a manhã seguinte encontrava cem pessoas felizes com o êxito de um parto estranho. Uma família, que uma noite era antes errara apavorada na estrada, procurava então, talvez, entre os seus parcos tesouros, algo que pudesse ser dado de presente ao recém-nascido. À noite, sentados ao redor da fogueira, os vinte eram um só. Uma guitarra surgia então de sob um cobertor e soava tristemente, e canções eram entoadas, canções populares. Os homens cantavam a letra e as mulheres cantarolavam a melodia. 

Todas as noites um mundo surgia: amizade se faziam, inimizades se estabeleciam; um mundo completo, com gabolas e covardes, com gente silenciosa, com gente humilde, com gente bondosa. Todas as noites, relações eram feitas, relações que modelavam um mundo à parte; e todas as manhãs esses mundos se desfaziam como circos ambulantes.

A princípio, as famílias titubeavam nas montagens e desmontagens desses mundos; mas gradualmente a técnica da construção de mundos tornava-se a sua técnica. Os líderes surgiam, leis se faziam e códigos eram observados. E à medida que os mundos se deslocavam para oeste mais e mais completos se tornavam, porque seus construtores já tinham adquirido mais e mais experiência."

A fotografia "migrante mother", de Dorothea Lange [década de 1930] mostra Florence Owens Thompson, mãe de sete crianças, de 32 anos de idade, em Nipono, Califórnia, março de 1936, em busca de um emprego ou de ajuda para sustentar sua família. Seu marido havia perdido seu emprego em 1931, e morrera no mesmo ano. 



STEINBECK, John, 1902-1968. As vinhas da ira; Tradução de Ernesto Vinhaes e Herbert Caro. São Paulo: Abril Cultural, 1982. p. 258 [O livro foi publicado em 1939, e o filme, dirigido por John Ford , em 1940]


segunda-feira, 27 de abril de 2015

O homem que anda

Alberto Giacometti

A  coisa mais maluca foi eu ter descoberto o Rimbaud no auge da minha preguiça e acumulação de peso. No final das contas o que põe pra fora é esticar as canelas. foda-se rambô.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

um domingo de solidão e muita delicadeza...

Após três dias de intensa violência: quinta, sexta e sábado, ironicamente... me recolho num domingo chuvoso pra entender as origens de toda essa maluquice, sim, eu estou falando do mundo... e da chacina no Pará também.



Esse é o tipo de livro que você se pergunta: como posso ter vivido até hoje sem ter lido uma página desse Colombiano? Busquei refúgio no lugar certo...




terça-feira, 27 de maio de 2014

Tabacaria, Álvaro de Campos

"não sou nada.
nunca serei nada.
não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."



Nunca li tanta besteira junto, e vou falar: esse cara é Fernando Pessoa. frouxo!

Não vou citar o resto porque não quero mudar de ideia, continua sendo uma das coisas mais idiotas que já li na vida.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Poe e a vingança

Tem um tempinho que criar novas rotinas era sua melhor especialidade... 

Tem uma recente que está até razoável. acordando em horário satisfatório, atividades físicas na vila olímpica, suquinhos naturebas, bibliotecas, a MALDIÇÃO DA TRANSCRIÇÃO - isso é coisa do demônio, sério - revisar loucamente o texto escrito e evitar encontrar qualquer ser na rua que te faça lembrar da sua escrita... isso tem funcionado, o problema é o tempo. ele anda curto e você não é uma máquina de fazer biscoitos.

Esqueci de um detalhe diário que negligenciei nesse primeiro parágrafo.

Tenho lido um conto por dia de Edgar Allan Poe, logo que acordo.

Alguns diriam: 

- você tá louca? esse cara só pensa em horror, mistério, morte...! como você começa o dia com ele?
- deprimente Natasha, muda esse disco!

Então, vou explicar como cheguei ao querido Poe.

Alguém já comentou no blog e fiquei com a pulga na orelha, fui conferir a resenha naquela versão de "guia de leitura" safada/L&PM pocket... mas que dá pro gasto... curti, ok.

Fui na modesta biblioteca que o Sr. meu pai montou para as moçoilas da casa... e ótimo! ele estava lá! tenho uma versão bem bonitinha do "histórias extraordinárias" na mão. Na empolgação, li a primeira página do conto: "a queda da casa de usher"... mas o meu estado emocional da época não me permitiu continuar... era muito prelúdio de história de terror de quinta pro meu gosto, preconceito total e foda-se, não vou ler isso.



Até que me deparei com um texto do querido Norbert Elias: "Les pêcheurs dans le Maelström".
Já não basta essa praga ser em francês? que diabos é Maelström?!

*

Hoje eu percebo o quanto aquele brinquedinho é importante...

quebra-cabeça

Fazer nota mental de brincar loucamente com a minha afilhada...

*

No início do texto de Norbert Elias, ele já explica o título... e é referente ao conto de quem? do Poe!

"Uma descida ao Maelström"... pg. 377.

Pra ser uma exibidinha completa, corri lá e li antes. DEMAIS!
adorei tanto o texto do Elias quanto o conto de Poe, a relação foi genial!!!

E aí começou a nova rotina: Poe me dá bom dia, todos os dias.

*

Agora preciso apresentar a minha mais nova melhor amiga virtual: Tatiana Feltrin :)
Esse mundo é meio triste sabe? a gente gosta tanto, se sente bff, mas a Tati nem tchum pra mim. ô mundo cruel. 

A Tati é uma devoradora de folhas escritas! ela é professora de inglês e os livros que lê é no percurso do trabalho pra casa e de casa pro trabalho... ao todo dá umas três horas... não é incrível?! PARE DE RECLAMAR ONTEM!

Ela lê cada porcaria, coitada... mas acho admirável o exercício de transformar o cérebro num músculo sedento sabe? não me peça pra ler porcaria, eu não leio. sério. já me basta os meus parágrafos! sem falsa modéstia. Já a Tati... céus! é um exemplo de boa samaritana.

Mas antes de falar da minha impressão dos poucos contos que li do Poe, vocês precisam ver esse vídeo da minha amiga Tati:

10 coisas que talvez você não saiba sobre E. A. Poe, Tatiana Feltrin.


Gente, é muita morte na vida deste homem!!!!
E aí que as coisas foram ficando mais claras no meu miolinho cinzento... 

*

Então, 

tenho passado por algumas dificuldades... dentre elas, as minhas limitações em lidar com o "fim" o "ponto final existencial"sabe? com a morte inclusive... isso tem gerado alguns transtornos que ainda enche MUITO o meu saco e tem levado rios de dinheiro do meu bolso.

A morte de alguém, se você não for um psicopata/assassino, é algo que foge totalmente do controle certo?
certo. Ninguém sabe o porque dessas merdas acontecerem. E não tem UMA versão razoável do pós morte que te conforte... uma tristeza.

Nos contos de Poe, os personagens tem o total controle sobre a morte... inclusive, ele chega a enterrá-los vivos! SENSACIONAL! 

Sabe porque?
Ele se vingou!

Vingança!
VINGANÇA!
V-I-N-G-A-N-Ç-A-!

*

Poe, meu querido... eu entendo você.

Beijos com muito carinho e admiração,

Natasha.










terça-feira, 1 de abril de 2014

The raven (1845), Edgard Allan Poe


The Raven

Tradução: O corvo

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of someone gently rapping, rapping at my chamber door.
"Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door;

Only this, and nothing more."

Ah, distinctly I remember, it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow, sorrow for the lost Lenore,
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore,

Nameless here forevermore.

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me---filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
"'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door,
Some late visitor entreating entrance at my chamber door.

This it is, and nothing more."

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is, I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you." Here I opened wide the door;

Darkness there, and nothing more.

Deep into the darkness peering, long I stood there, wondering, fearing
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word,
Lenore?, This I whispered, and an echo murmured back the word,

"Lenore!" Merely this, and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping, something louder than before,
"Surely," said I, "surely, that is something at my window lattice.
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore.
Let my heart be still a moment, and this mystery explore.

"Tis the wind, and nothing more."

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven, of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But with mien of lord or lady, perched above my chamber door.
Perched upon a bust of Pallas, just above my chamber door,

Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
"Though thy crest be shorn and shaven thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly, grim, and ancient raven, wandering from the nightly shore.
Tell me what the lordly name is on the Night's Plutonian shore."

Quoth the raven, "Nevermore."

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning, little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door,
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,

With such name as "Nevermore."

But the raven, sitting lonely on that placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered; not a feather then he fluttered;
Till I scarcely more than muttered,"Other friends have flown before;
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."

Then the bird said,"Nevermore."

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master, whom unmerciful disaster
Followed fast and followed faster, till his songs one burden bore,
Till the dirges of his hope that melancholy burden bore

Of "Never nevermore."

But the raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;,
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore,
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore

Meant in croaking, "Nevermore."

Thus I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl, whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er

She shall press, ah, nevermore!

Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee by these angels he hath
Sent thee respite---respite and nepenthe from thy memories of Lenore!
Quaff, O quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!"

Quoth the raven, "Nevermore!"

"Prophet!" said I, "thing of evil!--prophet still, if bird or devil!
Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate, yet all undaunted, on this desert land enchanted
On this home by horror haunted--tell me truly, I implore:
Is there is there balm in Gilead? tell me tell me I implore!"

Quoth the raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil--prophet still, if bird or devil!
By that heaven that bends above us--by that God we both adore
Tell this soul with sorrow laden, if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden, whom the angels name Lenore
Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels name Lenore?

Quoth the raven, "Nevermore."

"Be that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked, upstarting
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul spoken!
Leave my loneliness unbroken! -- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"

Quoth the raven, "Nevermore."

And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming.
And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted nevermore!


Os simpsons, o corvo (tem legendado)

quinta-feira, 13 de março de 2014

casa das rosas e Drummond

casa das rosas, 2014

É impressionante como esse mundo é cheio de encantos... maldito iluminismo!

Essa atitude de desvelar o coração fazia parte de um esforço burguês de "voltar a fazer do mundo um lugar encantado". O alvo era a razão iluminista, acusada de - com seu cientificismo frio e sua rebeldia contra a fé - ter banido do mundo a ideia de mistério e de maravilha. Era necessário, portanto, libertar a imaginação, recuperar a vida interior do homem e desfazer a secularização do mundo, que haveria de ser reencantado. A imaginação liberta marcaria o triunfo dos românticos sobre a Idade da Razão. GAY, Peter. O coração desvelado... in: HENRIQUE, Marcio Couto. Um toque de voyeurismo: o diário íntimo de Couto de Magalhães. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2009.

OBS: ABNT teve um ataque cardíaco com essa referência.

Continuando, no meio da concrete jungle avistei um jardim, por sorte, tinham flores lindas... entrei. A casa destoava de toda a multidão de prédios que a faziam companhia... era uma arquitetura nada convencional se comparado aquelas torres de gelo que espelham frieza e antipatia.



A casa das rosas é um suspiro em milhares de "avenidas paulistas" em todo país. Não estou nem falando das atividades que ela proporciona, acho até que deixa a desejar, mas o que ela significa naquele emboléu de coisas... já vale. Não consigo entender essa lógica em destruir todos os prédios históricos do país! juro que não é conservadorismo... rs.

Entrei, subi as poucas escadas, e avistei uma sala com mesas, cadeiras, alguns cacarecos e livros espalhados... decidi beber água e dar um tempo. no meio do marasmo e passada a canseira, tirei um livro da prateleira. Era ele, o Drummond. E na primeira página virada... pensei: estou aqui por essa frase. 


Drummond sendo fofo <3

Tenho que fazer um comentário sobre essa foto: as pessoas da benedito calixto não sabem vender armações de óculos antigas... definitivamente. custava dizer que essa era a armação do Drummond?!

*

Então, voltando à frase que pode salvar uma vida, ou várias, é a seguinte:

"a poesia organiza o sofrimento..."

Calma, em contraponto a desordem, não descarto a eficácia do caos em certos momentos da vida, mas ouvir essa frase do meu amigo Carlinhos naquela casinha adorável, é muita demonstração de carinho (...), cuidado e apreço com o leitor que por sorte tropeçou ali, naquele lugar.

sempre haverá os irreverentes (ufa!) que farão as adaptações:

"a cerveja organiza o sofrimento..."

Apesar de ter muito apreço e respeito ao Drummond, não descarte as outras possibilidades.
Faça o seu corte e cole favorito e entre na brincadeira, o que vale é o carinho, as palavras. 

funciona.

Drummond, você é lindo. 


concrete jungle, bob marley





quarta-feira, 16 de outubro de 2013

boçalidade e pedantes em geral

ok, minha versão é em português... rs



Boçal: Na gíria brasileira, boçal é também aquele indivíduo exibicionista, esnobe e chato, que age com arrogância normalmente por ter melhores condições financeiras ou por se sentir superior aos outros.(net,vergonha alheia)

*


Se for pra prestar na vida, tem que prestar MESMO.

Se pra você, boçalidade não tem fim, tamo junto.

Desde o dia em que um matéria de "jornal", de 1 (uma) folhinha (!!!) escrita por Nancy Frazer, foi debatida por HORAS, eu resolvi que assinaria aquela bagaça incompreensível.

Natasha é a mais nova assinante do Le Monde Diplomatique, o diplô Brasil! 
é muita "pedância" meu povo! empresto prazamigas :D

Nada de ler na internet, eu quero é riscá o meu jornalzinho mensal e me exibir loucamente!

Estou providenciando ($$$) meu banquinho Tukano pra empilhar as belezuras! uhuuu

dica da Isatipos de pedantes!

hahahahhaahah 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

methodology: fact and fiction work as a team




Everyone laughed at her joke
As if they'd never even heard it before
And maybe they were truly amused
But every word that she spoke was a bore
And maybe it's because they had seen
The previews on the TV screen
Well this part is good and that's well understood
So you should laugh if you know what I mean
-
And fact is only what you believe
And fact and fiction work as a team
It's almost always fiction in the end
That content begins to bend
When context is never the same
-
But it's all relative
Even if you don't understand

*


anthropologists, benevolence to the term "relativism" used by the poet..
now take the poison with moby dick.

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